segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
domingo, 13 de janeiro de 2008
Rotundas II
O desleixo, em alguns casos a rondar a negligência, empregue na protecção de algumas zonas verdes urbanas, baldios e florestas é, em geral, largamente compensado por um excesso de zelo no que respeita ao tratamento dado às rotundas. Tome-se como exemplo a urbanização onde vivo na Charneca da Caparica. Para permitir mais estacionamento, os serviços municipalizados cortaram as árvores que estavam nos passeios. No entanto, as árvores das rotundas do meu bairro estão frondosas. As rotundas do meu bairro são os espaços verdes que os angariadores da urbanização prometeram. A dedicação com que a Câmara cuida e embeleza as rotundas não se compara com o grau de degradação e abandono das zonas verdes e baldios envolventes. Estas áreas, estão em lista de espera para desaparecerem do mapa, isto é, para serem substituídas por novas urbanizações e, por isso, não merece a pena a sua protecção e revitalização.
Rotundas I.
As nossas rotundas são espaços verdes maravilhosamente bem cuidados. As árvores e os canteiros de flores são podados com porfia e regularidade. A relva apresenta um aspecto francamente melhor do que a de muitos estádios de futebol da 1ª liga. Quando me apetece apanhar um pouco de sol deitado numa relva verdinha e bem cuidada, ou quando me apetece ir com os putos jogar rugby para uma relva fofinha vou para a rotunda que fica defronte a minha casa. As nossas rotundas, devem ser o orgulho do ministério do ambiente. A protecção das espécies vegetais e animais está garantida nas rotundas. Ali não é permitido cortar árvores, colher flores ou caçar. Por exemplo, nunca vi nenhum caçador numa rotunda a atirar às raposas, embora isso seja cada vez mais frequente fora delas. Também nunca vi caçadores a dispararem contras os peixes dos lagos das rotundas, mas já vi, juro que já vi, caçadores, que há falta de melhor, disparavam para as carpas e barbos numa barragem. Além disso, o estado não permite que as suiniculturas despejem os dejectos para os lagos das rotundas. As nossas rotundas davam bonitos parques de campismo. Como as rotundas são geralmente pequenas, e para se evitar a sobrelotação, criava-se um parque de campismo por rotunda. Agora estão na moda os passeios pedestres em ambiente natural, áreas protegidas, etc. Como estas zonas estão longe dos centros urbanos, poder-se-ia começar a organizar caminhadas pelas rotundas de Portugal. Algumas rotundas tem piscinas e repuxos de água onde nos podemos banhar e lindas obras de arte para fruir. Veja-se o exemplo da rotunda que é o ex-libris de Portalegre. Só aquela rotunda dava para organizar o campeonato mundial de triatlo. Para relaxar, gosto de ir tirar fotografias aos seres vivos nas rotundas e aprecio especialmente fotografar os besouros. Convido-os a desfrutarem do prazer da vida no campo, por exemplo, organizando um pic-nic com a família na rotunda mais próxima de casa.
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
Referendo ao tratado.
Mas caro concidadão. A democracia serve para isto mesmo, para lhe aliviar a carapuça com que nasceu, e não para a suprimir. Nós, altíssimos dignitários do seu voto, somos especializados a tomar decisões por você. Pode reclamar por urgências, por trabalho, por salários condignos, por um ensino melhor, pela qualidade do meio ambiente, por estradas seguras, por jardins no seu bairro, etc, pode fazer isso tudo. Só não pode estrebuchar! E muito menos referendar! E referendar a estrebuchar, nem pensar!!!
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Hum hum ...desconfio que somos uns hospitaleiros desconfiados.
...Funchal, at Madeira, was the first port of call for the Endeavour and for the ships of the second voyage. Here Cook took on supplies of beef, vegetables, water and wine...The Endeavour`s stores were replenished at Rio de Janeiro. Here neither officers nor scientists were allowed to stay on shore because the Portuguese suspected the purpose of the voyage to be smuggling rather than the advancement of the science.No monumento ao Captain James Cook em Canberra.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Sem legenda.
De vez em quando gosto de descolar os livros poeirentos do meu Pai. Encontrei este cartoon como marcador de página dentro de um desses livros. Quanto mais o tempo passa, quanto mais vasculho as tuas estantes e tropeço nos teus esboços amarelecidos, quanto mais recortes e sublinhados encontro, mais te conheço, mais te entendo. Por isso, os cinzeiros continuam por despejar.
Portugal vs Espanha
"Vamos no Rumo da Espanha, sob o sol do Verão, a família toda. Comentamos as diferenças de carácter e costumes entre os dois povos da península, a melancolia portuguesa, a dramaticidade espanhola. Lemos nos muros slogans ainda numerosos, restos da profusão com que a liberdade encheu as paredes nas cidades e nos campos após a Revolução dos Cravos. O sol raiará para todos , escrevera o anarquista, alguém, céptico, rabiscou em baixo: E nos dias de Chuva? Rimos, a polémica é cortês: gente amorosa a lusitana gente. Atravessamos a tronteira e logo adiante, numa aldeia, a declaração ocupa toda a murada de um terreno plantado de hortaliças: te odio, te odio y te odio! A quem será dedicado tanto ódio, três vezes repetido e ponto de exclamação? Estamos na Espanha, a violência e o desforço substituem a cortesia: nos slogans as diferenças de carácter e de costumes."
Jorge Amado (Memórias, Navegação de Cabotagem)
Jorge Amado (Memórias, Navegação de Cabotagem)
domingo, 6 de janeiro de 2008
Ruminar "'Nouvelle cuisine"
Quase.
“- Visitámos quase 10 mesas de voto”. Disse um nosso excelso político em entrevista para o telejornal. Terão sido nove, nove e meia, ou apenas duas mesas de voto? Se ele pode, também nós podemos começar a justificar do seguinte modo: - lavei quase dois copos do pequeno almoço; aspirei quase três divisões da casa; estou a melhorar pois na semana passada dei-te quase três beijos.
sábado, 5 de janeiro de 2008
Ventoinha III. Jacobo, o rei lagarto e a ventoinha.

Todas as segundas feiras, sobretudo na primavera e no verão, Jacobo e o seu rei lagarto tiram o máximo prazer da ventoinha, na envolvente paisagística mais adequada. A arca frigorífica com as cervejas está no carro que não aparece na foto. O som dos Depeche Mode procedia de um CD que tocava no autorádio e chegava de certeza à A8 e talvez a Torres Vedras. Comentei com Jacobo que o Rei Lagarto provavelmente não estaria muito satisfeito com a escolha musical. Respondeu-me que pelo prazer da uma ventoinha, o Rei lagarto estaria disposto a tudo e que muitas vezes era ele quem elegia a música.
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