terça-feira, 24 de Novembro de 2009
Optimismo doentio vs Depeche Mode
Bizcocho: - Não me conformo com o facto de não terem tocado “Jezebel”.
Caranquino: - Não te preocupes. Há males que vem por bem.
Pilonino: – Não podemos ter tudo, mas olha que “Hora a hora Deus Melhora” e não te esqueças que há sempre um lado bom das coisas. Repara que nos presentearam com “One Caress”, 16 anos depois de a terem tocado no Estádio de Alvalade em Julho de 1993.
Caranquino: - E, quem sabe, pode ser que o Martin Gore, te ofereça um espectáculo privado para ti e para os teus amigos no teu dia de anos. No Luxfrágil, já agora!
Sobre optimistas doentios(texto muito interessante): http://blog.luxfragil.com/?p=1333
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terça-feira, 17 de Novembro de 2009
Allen Ball
Por vezes penso que a chave da evolução do conhecimento e do homem por acrescento, está no mise en scéne de uma personagem já codificada para dar o seu contributo. Flemming veio ao mundo para descobrir a penicilina, Wegener para propor a teoria da Deriva Continental, Watson & Crick para decifrar o DNA, Freud para ..., Edison para...Einstein para...e Alan Ball para escrever o argumento de “American Beauty”.
Alan Ball: I'm one of those people who is equal parts brutally cynical and achingly romantic, you know? I think those two things can coexist--it's all a question of balance. You get too cynical, it's just too nihilistic. You get too romantic, it's unrealistic.(Amazon.com Interview with A.B.)
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Empadão de maçã
Uns preferem fazer espionagem política. Outros preferem fazer espionagem de produção e confecção alimentar. Ultimamente, dedico-me a este ultimo conceito da arte de observação secreta. Incumbi-me de procurar uma explicação para o facto de as maçãs assadas do refeitório do Departamento de Eng. Mecânica e Industrial da FCT-UNL, constituírem uma iguaria digna de receber a Grã-Cruz da ordem de mérito civil (juntamente com a cozinheira que as cria). E se há quem se indigne com o facto de uma maçã poder ser condecorada, relembro que existe um eminente ex-primeiro ministro português que recebeu a Cruz Maarjamaa de 1ª Classe, a mais alta distinção que a Estónia concede a estrangeiros. Se ele pode ser condecorado, porque não uma maçã assada? Enfim, depois de uma semana intensa de espionagem, consegui a receita e toda a sucessão de procedimentos. Experimentei em casa, com o objectivo de surpreender os demais convivas familiares. O que me valeu, foi ter retirado do forno, a tempo do empadão de maçã não se ter transformado em bio-crude vitrificado.
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
O peão apeado das prioridades

Mas em Http://www.sitiodosmiudos.pt/Transito/, e dando o facto como consumado e "normal"...alerta-se para o perigo deste tipo de situações. Mas, corrigir este estado de coisas, infelizmente tão banal, melhorar os arruamentos nas localidades, criar passeios públicos e ciclovias, não é considerado uma "obra pública" capaz de criar empregos, e desenvolver o País...
sinalética galinácea

Em A, uma rua típica da Charneca da Caparica e de tantas outras localidades neste País. Passeios que terminam em muros, troços de estradas sem passeios, inexistência de sinais de perigo de aviso aos condutores. Em B, localidade nas Astúrias, Picos da Europa.
sexta-feira, 6 de Novembro de 2009
COMUNICADO

A associação dos apreciadores de mar, Woody Allen, vinho tinto, cogumelos, Tim Burton, chá, ventoinhas, Depeche Mode, António Sérgio, brisas em dias de verão, raposas, gaios e papa figos, Radiohead, plate tectonics, Monty Phyton, Gonçalo Ribeiro Telles, junta-se à liga dos que abominam a ganância...para alertarem os ditos gananciosos, que “Em tudo que a natureza opera, ela nada faz bruscamente. Lamarck”
Aproveitamos para enviar a mesma mensagem a todos aqueles que nos últimos 35 anos contribuiram este estado de coisas...
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quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Descer às profundezas da terra
segunda-feira, 22 de Dezembro de 2008
quinta-feira, 17 de Julho de 2008
Escondermo-nos em guarda fatos
Os desastres do sub-consciente
Um dia, quando festejava na minha rua o St. António, peguei numa acha incandescente da fogueira e atirei-a ao ar. Foi parar em cima de uma caixa de electricidade. Fiquei a observar a lenta combustão e nesse preciso momento ocorreu um apagão geral em Lisboa. Eu fugi para casa e até hoje sempre pensei ter sido o culpado. Também nunca mais me hei-de esquecer do dia em que lancei a ponta da trela ao peluche branquinho da avó de uma namorada. Fiquei assim a observar o canídeo a brincar com a trela. Sentia-me embevecido embora meio sinistro. Nisto o fofinho fez questão de puxar a trela e como era velhinho e já não tinha gengivas de betão, os dentinhos da frente dobraram e ficaram tipo toldo a fazer sombrinha. Certo dia, nas sessões de psicanálise em grupo a que costumo assistir, um dos pacientes vomitou-se todo quando ia começar a falar. Os restantes quatro participantes e a própria psicanalista esboçaram vómitos e saíram numa atitude de repulsa. Eu fiquei tranquilamente sentado na minha cadeira. O diagnóstico feito pela Drª Noélia foi-me apresentado logo nesse dia. Fui informado que tenho tendência para desencadear o que se chama de "Mecanismo de Controlo Remoto Sub-consciente de Estímulo a Incidentes." Enfim, o meu inconsciente provoca desastres conscientemente. Incluindo os do coração. O dos Outros e o Meu.
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